Pinheiros (SP), Minas (MG), Flamengo (RJ), Vasco (RJ), Fluminense (RJ), Corinthians (SP), Grêmio Náutico União (RS) e Sogipa (RS) se uniram e criaram o Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos - CONFAO para reivindicar parte dos recursos federais destinados ao esporte olímpico no Brasil. A verba seria usada para aumentar a base de atletas e melhorar a infraestrutura disponível para os competidores olímpicos em potencial. Atualmente, os clubes arcam sozinhos com as despesas de formação e manutenção de atletas.
Hoje, a Lei Agnelo/Piva determina que 2% da arrecadação de loterias federais sejam destinados ao COB - Comitê Olímpico Brasileiro (85%) e ao COPB - Comitê Paraolímpico Brasileiro (15%). Os comitês têm autonomia para administrar o dinheiro e repassá-lo às Confederações, sem que
qualquer valor chegue aos clubes.
A proposta é incorporar um adendo no texto da Lei, especificando que um percentual dos recursos oriundos da Agnelo/Piva (em torno de 30%) seja reservado para os clubes. No último ciclo olímpico, o COB arrecadou,
através da Lei, cerca de R$ 288 milhões.
As mudanças propostas pelo Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos seriam um complemento aos patrocínios que, geralmente, são variáveis e se concentram em nomes já consagrados, o que dificulta o planejamento sistematizado e eficiente para a formação de novos talentos.
Quase 80% dos atletas brasileiros que disputaram os Jogos de Pequim/2008 estão vinculados a clubes – dos 277 integrantes da delegação brasileira
213 eram ligados aos clubes. São as próprias agremiações que arcam com
os altos custos de formação e manutenção desses atletas, sem ter
contrapartida financeira que justifique o investimento.
O Conselho sustenta que os recursos públicos advindos da alteração na legislação sejam usados para apoiar os chamados esportes especializados, não contemplando o futebol, uma vez que essa modalidade já
dispõe de outros incentivos.


